Uma breve introdução
“Martinismo” é o nome comum dado a uma teosofia mística secreta, relacionada com a origem e destino do ser humano.
A fonte destes ensinamentos está envolta na névoa dos tempos, mas foi concebida e formulada como uma escola espiritual e uma filosofia coerente por três indivíduos em particular, dando origem ao nome “Martinismo”: Martinez de Pasqually, e seus dois estudantes e amigos Louis Claude de Saint-Martin e Jean Baptiste Willermoz.

Martinez de Pasqually
Pasqually era um místico francês de origem judaica, nascido nos arredores de Grenoble próximo do ano de 1720.
A fonte de seus ensinamentos é um mistério, mas sabemos que foi instruído por seu pai, que o iniciou na Franco Maçonaria , assim como também por um individuo a quem Pasqually se referia como seu “velho mestre”.
Pasqually herdou de seu pai os direitos para estabelecer uma Loja Maçônica. E em 1752, estabeleceu uma Sociedade iniciática para transmitir seus ensinamentos. Denominou-a Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus Coëns do Universo (Ordre des Chevaliers Maçons Elus Cohens de l’Univers).
Sua Ordem e seus ensinamentos estavam dedicados à verdadeira origem da Humanidade como veículo e recipiente da Luz Divina, e à senda mística e mágica que conduz da ignorância material à iluminação espiritual.
Este processo se obtinha através de uma série de etapas, nas quais o iniciado experimentava distintas instâncias onde era consagrado e instruído, trabalhando a si mesmo sobre uma prática teúrgica orientada para sua própria purificação, tanto espiritual quanto física. Estas eram, e ainda são, as ferramentas mais importantes para os Elus Cohens na busca da auto conquista.

Desde então, nossos ensinamentos têm sido transmitidos através de três sendas diferentes: em sua forma original, através da Ordem Cerimonial dos Elus Cohens, e em segunda instância, como uma Ordem de Cavalaria moral e espiritual, dentro da C.’. B.’. C.’. S.’. — a Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa.
Jean-Baptiste Willermoz
Jean Baptiste Willermoz
O criador original da “Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa” — C.’. B.’. C.’. S.’., foi Jean Baptiste Willermoz (1730 — 1824), amigo próximo e estudante de Martinez de Pasqually.
Quando Pasqually morreu, em 1774, os ensinamentos do seu mestre corriam risco de perder-se, pelo que Willermoz decidiu utilizar um corpo maçônico como veículo dos ensinamentos internos e secretos da Ordem dos Elus Cohens.
Willermoz era uma pessoa pragmática, um erudito esotérico brilhante e um inovador.
Seu trabalho como Franco Maçom é de um impacto e erudição fundamental, mas tristemente, tem sido esquecido com o passar dos séculos. Mas a história o apresenta como um ardente cavalheiro defensor da verdade, lutando por retificar a decadência das sociedades secretas e a falta de um sincero desejo pela iluminação que se experimentava dentro das mesmas.
O objetivo do C.’. B.’. C.’. S.’. é capacitar os Cavaleiros para seguir a Imitação de Cristo, e adotar uma vida de Cavalaria moral como as bases de todo sucesso espiritual. Favorecendo o trabalho pessoal de reconstrução do que foi perdido, o trabalho dos Cavaleiros e Damas da Ordem é manifestar os ensinamentos caridosos do Martinismo no mundo, através da Beneficência e dos atos desinteressados.
C.’. B.’. C.’. S.’. é em consequência o ramo cavaleiresco da tradição Martinista, os cavaleiros pobres de Cristo.
Louis-Claude de Saint-Martin
Louis-Claude de Saint-Martin
Saint-Martin, melhor conhecido como o “Filósofo Desconhecido”, é o último dos três fundadores daquilo que a história decidiu chamar Martinismo. Sendo mais conhecido deles, a Tradição chegou a ser denominada Martinismo sob sua tutela.
Louis Claude de Saint-Martin nasceu no seio de uma família nobre em Amboise, França, em, 18 de janeiro de 1743. Transformou-se num dos estudantes de Martinez de Pasqually dentro dos Elus Cohens, assim como seu amigo próximo e secretário. Tal como seu amigo de toda a vida, Willermoz, seguiu seu próprio caminho ao aprofundar-se na senda de seu Mestre, e buscou estabelecer um caminho místico e silencioso de iluminação espiritual — não através da Teurgia e seu ritual, mas através da interna “Via do Coração” (Via Cardíaca).
Começou a instruir estudantes dentro de seus próprios ensinamentos, que estavam mais influenciados pela doutrina de Pasqually, mas que posteriormente também se inspiraram nos escritos do místico cristão Jacob Böheme. Saint-Martin viajou por toda Europa, e escreveu uma grande quantidade de livros, sempre sob o pseudônimo de “Filósofo Desconhecido” — ensinando que o silêncio e o anonimato constituem o caminho verdadeiro do Adepto que nutre o Fogo Sagrado.
Saint-Martin morreu em 13 de outubro de 1803, deixando atrás de si um grande número de estudantes por toda Europa, transmitindo seus ensinamentos em círculos reduzidos e iniciações privadas entre estudante e iniciador.
Voie Cardiaque — O Caminho do Coração (Via Cardíaca) é o ramo místico e contemplativo da ORC, a partir de cujas raízes brotam os outros ramos da Ordem.
O cimo destes ensinamentos é a iniciação assim descrita por Saint-Martin:
“A única iniciação que eu proponho e busco com todo o ardor de minha alma, é aquela pela qual seremos capazes de ingressar dentro do Coração de Deus em nosso próprio interior, e uma vez ali, realizar o Casamento Indissolúvel, que nos transformará em amigo, irmão e esposo do Reparador… não há outra forma de chegar a esta Iniciação Santa sem submergirmos mais e mais dentro da profundidade de nossa Alma, e nos aferrarmos ao prêmio final até que consigamos liberar sua origem vivente e vivificante”.
Para conhecer mais acerca do Martinismo, ou como ser admitido na Ordre Reaux Croix, por favor, navegue em nosso website e visite nossa biblioteca.

